Business

Restaurantes adotam governança para crescer, proteger margens e atrair investidores

Crescer sem comprometer a rentabilidade exige atenção ao estoque, fichas técnicas, custos por prato e capacidade de replicar a operação.

Restaurantes adotam governança para crescer, proteger margens e atrair investidores
Da Redação

Da Redação

12/08/2026 2:46pm

Restaurantes cheios podem esconder operações financeiramente frágeis. Custos de insumos, desperdícios, horas extras, falhas de estoque e ausência de padronização ajudam a explicar por que faturamento elevado nem sempre se converte em margem. Para negócios gastronômicos que pretendem abrir novas unidades ou receber investimentos, a discussão passa cada vez mais pela governança e pela capacidade de transformar a rotina da cozinha em processos mensuráveis.

O desafio aumenta quando uma marca deixa de depender de uma única unidade. Fichas técnicas padronizadas, controle do custo por prato, conformidade sanitária e trabalhista e procedimentos documentados permitem acompanhar o desempenho e reproduzir a operação em diferentes endereços. A chef executiva e consultora gastronômica Hérika Skaff observa que investidores também analisam o grau de dependência do fundador ou de profissionais específicos. “Quando um investidor analisa um restaurante, ele não olha apenas o faturamento ou a força da marca, mas se o negócio consegue crescer sem depender do dono, do chef ou de uma pessoa específica”, afirma.

A mesma lógica chega a operações de eventos e projetos gastronômicos de maior escala. No Fábrica de Chefs, desenvolvido em parceria entre Hérika Skaff e o chef Hugo Grassi, procedimentos operacionais são utilizados para tornar padrões replicáveis sem eliminar a dimensão criativa da gastronomia. Para restaurantes em expansão, o ponto central está em fazer com que cada nova unidade consiga preservar qualidade, custos e margem — evitando que o crescimento do número de endereços seja acompanhado pela multiplicação de problemas de gestão.