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Reputação digital entra no centro da estratégia das empresas diante do avanço das crises nas redes

Reputação digital entra no centro da estratégia das empresas diante do avanço das crises nas redes
Da Redação

Da Redação

11/07/2026 2:30pm

Foto: Reprodução

 O avanço das fake news, da polarização e dos ataques coordenados nas redes sociais tem levado empresas brasileiras a rever a forma como administram sua reputação digital. Em um ambiente onde informações circulam em alta velocidade, uma publicação fora de contexto ou um conteúdo falso pode ganhar grande alcance em poucos minutos, colocando em risco a credibilidade construída ao longo de anos.


Para a jornalista Carla Brayner, líder da COM Inteligência Digital, empresa que integra o Grupo Engenho ao lado da Engenhonovo e da Plural, o maior erro das organizações é acreditar que uma crise começa apenas quando ela se torna pública. Segundo ela, comentários recorrentes, alterações no comportamento das comunidades digitais e movimentos coordenados costumam surgir semanas ou até meses antes de um episódio ganhar repercussão. “Muitas vezes, os sinais já estavam presentes semanas ou até meses antes. Comentários recorrentes, movimentos coordenados, circulação de informações falsas e mudanças de comportamento nas comunidades digitais costumam deixar rastros. O problema é que muitas empresas ainda não possuem mecanismos adequados para identificar esses sinais com antecedência, e é isso que oferecemos ao mercado”, afirma.


Com mais de duas décadas de atuação em comunicação e gestão de crises, Carla observa que a dinâmica das crises mudou significativamente. Se antes as empresas reagiam a uma reportagem negativa ou a uma reclamação pontual, hoje precisam acompanhar permanentemente um ambiente digital que opera de forma ininterrupta. Nesse contexto, ferramentas de monitoramento permitem identificar grupos de influência, acompanhar a evolução de narrativas, medir sentimentos e antecipar potenciais riscos, substituindo decisões baseadas apenas em percepção por estratégias orientadas por dados.


A especialista também chama atenção para o impacto crescente das campanhas de desinformação sobre marcas, instituições e lideranças, especialmente em períodos de maior tensão social, como anos eleitorais. Para ela, reputação deixou de ser apenas um ativo de comunicação e passou a integrar a estratégia dos negócios. “A reputação não é algo que se protege apenas durante uma crise. Ela é construída todos os dias. Em um ambiente hiperconectado, fortalecer a confiança tornou-se tão importante quanto vender produtos, lançar campanhas ou conquistar novos mercados”, conclui.