Junior Achievement Bahia empossa nova diretoria para o biênio 2026–2027 em Salvador
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Foto: Associação Comercial da Bahia
O empreendedorismo feminino tem ampliado sua presença na economia baiana e hoje reúne cerca de 700 mil mulheres à frente de negócios no estado. A estimativa é da presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Silva Suarez, que destaca o protagonismo das mulheres, especialmente no setor de serviços.
Segundo a dirigente, uma parcela significativa dessas empreendedoras atua como microempreendedora individual (MEI) ou à frente de micro e pequenas empresas. Dados de 2025 do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indicam que 52% dos negócios comandados por mulheres na Bahia estão no setor de serviços, enquanto aproximadamente 45% dos registros de MEI no estado pertencem ao público feminino.
Para Isabela, o crescimento da participação das mulheres nos negócios representa um avanço importante, embora ainda existam obstáculos estruturais. “As mulheres já têm presença relevante no ambiente econômico, sobretudo entre os pequenos empreendimentos. Ao mesmo tempo, ainda enfrentam desafios para ampliar e consolidar seus negócios”, afirma.
Ela explica que a maior concentração de mulheres em atividades de serviços e comércio também reflete limitações do mercado. A participação feminina ainda é menor em empresas de grande porte ou em áreas consideradas estratégicas e de maior complexidade econômica.
Entre os principais entraves apontados estão a dificuldade de acesso a crédito e capital para expansão. “Muitas conseguem iniciar um negócio, mas encontram barreiras quando precisam crescer ou ampliar a operação”, observa. Questões como a sobrecarga de responsabilidades e a busca por reconhecimento profissional também aparecem como desafios frequentes.
Caminhos para empreender
Ao falar sobre o que é necessário para empreender, Isabela destaca a importância da preparação. Segundo ela, administrar um negócio exige conhecimento técnico, planejamento e entendimento do mercado. “Empreender requer disciplina, estratégia e responsabilidade com resultados”, afirma.
A dirigente também ressalta a importância da autonomia nas decisões e da confiança na própria capacidade. Outro ponto essencial, segundo ela, é a construção de redes de relacionamento e apoio, capazes de fortalecer o ambiente de negócios e ampliar oportunidades.
Além disso, Isabela defende que empreender envolve uma visão de longo prazo. Para ela, o objetivo não deve ser apenas abrir uma atividade econômica, mas desenvolver iniciativas sustentáveis que gerem renda, empregos e impacto positivo na sociedade.
Mudanças no ambiente empresarial
Na avaliação da presidente da ACB, o ambiente econômico vive um período de transformação impulsionado pela inovação, pela digitalização e por novos modelos de gestão. Nesse contexto, ela acredita que qualificação e preparo se tornam ainda mais determinantes para o sucesso empresarial.
“Estamos passando por uma fase de mudanças importantes. Quem estiver preparado encontrará oportunidades de crescimento e consolidação no mercado”, avalia.
Trajetória
Isabela Silva Suarez relata que sua ligação com o empreendedorismo começou cedo, dentro do ambiente familiar. Filha e neta de empresários, ela cresceu em uma cultura marcada pelo trabalho e pela responsabilidade.
Além da atuação na Associação Comercial da Bahia, Isabela preside a Fundação Baía Viva, instituição dedicada ao desenvolvimento sustentável da Baía de Todos-os-Santos. Em 2020, passou a integrar a ACB, coordenando o núcleo de sustentabilidade, e anos depois assumiu a presidência da entidade, tornando-se a segunda mulher a ocupar o cargo em mais de dois séculos de história.
Atuação institucional
A Associação Comercial da Bahia integra o conselho deliberativo da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e participa do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), voltado ao incentivo ao empreendedorismo feminino. A entidade também faz parte do movimento G50+, iniciativa que busca fortalecer a representação empresarial no país.
* Com informações da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil
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