Inteligência artificial ganha espaço no debate da construção civil na Construnordeste 2026
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Aos negócios construídos pela família Moreira Salles, Fernando acrescentou uma carreira dedicada aos livros, à poesia e à produção cultural brasileira.
Foto: Reprodução
Uma fortuna estimada em US$ 9,9 bilhões coloca Fernando Roberto Moreira Salles entre os brasileiros mais ricos da lista global da Forbes de 2026. Nascido no Rio de Janeiro, em 1946, ele é filho do banqueiro e diplomata Walther Moreira Salles e integra a família ligada ao controle do Itaú Unibanco. A história financeira dos Moreira Salles começou antes do atual banco: o embrião do Unibanco surgiu em 1924, em Poços de Caldas (MG), enquanto o Itaú teve origem no Banco Central de Crédito, fundado por Alfredo Egydio de Souza Aranha em São Paulo, em 1943. As duas trajetórias se encontraram em 2008, com a fusão que deu origem ao Itaú Unibanco.
O patrimônio da família não está restrito ao setor financeiro. Os Moreira Salles possuem 70% da CBMM, companhia brasileira que ocupa posição de liderança mundial na produção e comercialização de produtos de nióbio. Desse total, 40% estão vinculados à Brasil Warrant e outros 30% correspondem a investimento direto da família. Fernando, Pedro, João e Walter Moreira Salles estão entre os controladores da Brasil Warrant, com participações iguais, segundo documentação societária divulgada pela própria mineradora.
A biografia de Fernando, porém, atravessa um território menos associado às grandes fortunas: a literatura. Sócio da Companhia das Letras, ele é poeta e já dirigiu o Instituto Moreira Salles, além de ter trabalhado como editor de revista, resenhista e dramaturgo. Entre seus livros estão Habite-se, publicado em 2005, e A Chave do Mar, lançado em 2010. O Instituto Moreira Salles, criado por seu pai, tornou-se uma instituição dedicada à preservação e difusão da cultura, com atuação em áreas como fotografia, música, literatura e cinema.
A relação da família com a cultura também passa pelo cinema. Um dos irmãos de Fernando, o cineasta Walter Salles, dirigiu Ainda Estou Aqui, adaptação do livro de Marcelo Rubens Paiva sobre Eunice Paiva e sua família. O longa conquistou, em 2025, o Oscar de Melhor Filme Internacional, primeira vitória brasileira na categoria, enquanto Fernanda Torres recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama por sua interpretação de Eunice. Negócios, patrimônio e produção cultural acabam, assim, ocupando capítulos distintos de uma história familiar iniciada por Walther Moreira Salles e continuada por seus filhos.
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