Business

ACB recebe relator da PEC da jornada 6x1 e destaca importância do diálogo com o setor produtivo

ACB recebe relator da PEC da jornada 6x1 e destaca importância do diálogo com o setor produtivo
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

07/04/2026 2:12pm

Fotos: Divulgação / ACB

A Associação Comercial da Bahia (ACB) recebeu, nesta segunda-feira (6), o deputado federal Paulo Azi (União-BA), relator das propostas de emenda à Constituição sobre o fim da jornada de trabalho 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. O encontro reuniu lideranças empresariais e representantes de diversos segmentos em um momento considerado decisivo para o debate nacional.

A reunião foi conduzida pela presidente da ACB, Isabela Suarez, e contou com a presença de Paulo Cavalcanti, presidente do Conselho Superior da entidade; Guilherme Travisani, vice-presidente da ACB; Pedro Failla, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado da Bahia (FCDL-BA); Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB); Claudio Cunha, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA); Eduardo Freire Bastos, presidente do Conselho Diretor do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA); Graça Valadares, presidente da Associação dos Lojistas do Shopping da Bahia (ALSCIB); e o deputado estadual Sandro Regis.

Durante o encontro, foram apresentados dados, preocupações e sugestões do empresariado baiano, especialmente de setores intensivos em mão de obra, como comércio, serviços, bares e restaurantes, que podem ser diretamente impactados por mudanças na jornada de trabalho. Entre os pontos defendidos estão a diferenciação por setor, implementação gradual e a preservação da negociação coletiva para garantir flexibilidade operacional, sobretudo em atividades com funcionamento contínuo.

Isabela Suarez ressaltou que a entidade apoia o debate sobre a modernização das relações de trabalho, mas defende que as mudanças sejam baseadas em evidências e na realidade econômica dos diferentes setores. Segundo ela, a forma de implementação é o ponto central da discussão, já que alterações sem transição adequada podem elevar custos, pressionar preços e gerar riscos para empregos e renda.

Relator da matéria na CCJ, Paulo Azi destacou a relevância do diálogo com o setor produtivo para a construção de um parecer equilibrado, que considere tanto os interesses dos trabalhadores quanto a realidade de quem gera empregos no país.