Bahia

Safra de algodão da Bahia caminha para recorde histórico com produção acima de 1 milhão de toneladas

Cultivo ocupa aproximadamente 417,9 mil hectares, principalmente no Oeste baiano, e produtividade pode chegar a 2.394 quilos de pluma por hectare.

Safra de algodão da Bahia caminha para recorde histórico com produção acima de 1 milhão de toneladas
Da Redação

Da Redação

17/09/2026 12:21pm

Foto: Divulgação/Abapa

A produção baiana de algodão está prestes a alcançar um patamar inédito. A estimativa da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) indica que a safra 2025/26 deve ultrapassar, pela primeira vez, 1 milhão de toneladas de pluma. Cerca de 80% da colheita já foi realizada no estado, segundo maior produtor nacional, que destinou aproximadamente 417,9 mil hectares à cultura neste ciclo.

O desempenho vem acompanhado de produtividade elevada. A projeção é de cerca de 2.360 quilos de pluma por hectare, acima da média brasileira estimada para a temporada. Considerando áreas de sequeiro e irrigadas, o índice está próximo de 2.362 quilos por hectare e pode chegar a 2.394 quilos até o fim dos trabalhos. O avanço mais recente ocorre sobretudo nas áreas irrigadas, que passaram a apresentar resultados melhores à medida que a colheita avançou. A produção está concentrada no Oeste da Bahia, em municípios como Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Barreiras, Correntina e Riachão das Neves.

O recorde estadual integra uma temporada de grande volume no país. Para 2025/26, a produção brasileira é estimada em 4,14 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,99 milhão de hectares. Mesmo com uma área menor em comparação ao ciclo anterior, a produtividade média nacional avançou. Na Bahia, a expansão de área ocorreu principalmente no algodão irrigado, inclusive com o emprego da chamada irrigação de “salvamento”, utilizada para suprir a falta de chuva em determinados períodos do desenvolvimento das plantas.

O volume esperado também amplia a pressão sobre a logística de escoamento. Entre as alternativas discutidas pelo setor está aumentar a participação do Porto de Salvador nas exportações do algodão produzido no estado, diminuindo a necessidade de percorrer distâncias maiores até o Porto de Santos, em São Paulo. Segundo a Abapa, Salvador já vem ampliando sua participação nesse fluxo, mas ainda há espaço para absorver mais cargas e aproximar a produção do Oeste baiano dos mercados nacional e internacional.