Bahia

Esmeralda gigante da Bahia volta ao mercado avaliada em R$ 79,8 milhões

Pedra encontrada na Serra da Carnaíba havia sido levada a leilão no primeiro semestre, mas a negociação não foi concluída.

Esmeralda gigante da Bahia volta ao mercado avaliada em R$ 79,8 milhões
Da Redação

Da Redação

18/08/2026 3:35pm

Foto: Cesar Augusto Maia/Bid Leilão


Uma esmeralda de 142 quilos, encontrada na Serra da Carnaíba, na Bahia, está novamente disponível para negociação. Batizada de Selena, a formação mineral tem valor de referência de R$ 79,8 milhões e pode receber propostas por meio da Bid Leilão. A pedra havia sido oferecida em leilão no primeiro semestre de 2026, mas a compra não chegou a ser concluída.

Agora, os proprietários optaram por manter Selena aberta a propostas, sem realizar um novo pregão. Interessados podem oferecer valores inferiores aos quase R$ 80 milhões estabelecidos como referência. Segundo informação atribuída à colunista Alice Ferraz, do Estadão, detalhes da negociação anterior não podem ser revelados. A Bid informou nas redes sociais que o arrematante não conseguiu cumprir as condições de pagamento. O processo de aquisição também passa por análise de compliance, incluindo verificação da origem dos recursos e da capacidade financeira do comprador.

Com 94 centímetros de largura, 67 centímetros de altura e 28 centímetros de profundidade, a peça não é considerada uma esmeralda destinada simplesmente à produção de joias. A formação, conhecida como canga, reúne xisto e berilo, com cristais de esmeralda distribuídos pela estrutura. Segundo o gemólogo e perito da Bid Leilão César Augusto Maia, retirar esses cristais reduziria justamente o atributo que torna a peça singular. “Seria como pegar um Di Cavalcante, cortar em centímetros quadrados e vender os pedaços”, afirmou.

Por suas dimensões e características, Selena é apresentada como uma peça voltada sobretudo ao mercado de colecionadores. Para Maia, o conjunto também chama atenção para a diversidade de pedras preciosas encontradas no Brasil. O especialista avalia que exemplares desse porte ajudam a dimensionar um patrimônio mineral que ainda é pouco conhecido fora dos círculos especializados.