Atto 2: BYD revela novo SUV compacto híbrido flex voltado ao mercado brasileiro
Foto: Divulgação A BYD oficializou o lançamento global do Atto 2 DM-i, o primeiro SUV compacto híbrido plug-in flex da marca no mundo, escolhendo o mercado bra...
Foto: Divulgação / BYD
A BYD participa da Index Bahia para mostrar os bastidores do desenvolvimento do seu motor híbrido flex, projetado especialmente para atender às características da mobilidade brasileira. A tecnologia combina eletrificação e uso de etanol, reforçando o Brasil como um dos principais polos de inovação da companhia fora da China.
A presença da empresa no evento também evidencia sua contribuição para a reindustrialização verde da Bahia. Com mais de 4 mil colaboradores diretos — sendo cerca de 90% baianos — a BYD leva ao encontro especialistas para discutir tecnologia, inovação e os rumos da indústria sustentável, destacando que o futuro da mobilidade nacional está sendo desenvolvido em Camaçari, próximo à capital.
A iniciativa reforça o compromisso da marca com a descarbonização e com o avanço da indústria brasileira. A empresa aposta em soluções sustentáveis adaptadas à realidade local, buscando elevar a experiência do consumidor e fortalecer a transição para uma mobilidade mais limpa e acessível.
Segundo Tyler Li, presidente da BYD no Brasil, a estratégia global de sustentabilidade da companhia parte da ideia de que as soluções de mobilidade precisam dialogar com as particularidades de cada mercado. No país, isso inclui o reconhecimento do etanol como um elemento estratégico da transição energética.
Tecnologia com DNA brasileiro
O projeto do motor híbrido flex nasceu da análise das especificidades do mercado nacional. Para Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil, o país exige soluções pensadas a partir de sua própria matriz energética, do amplo uso do etanol e dos desafios de infraestrutura de recarga em um território de dimensões continentais. A partir dessa leitura, a empresa decidiu desenvolver um híbrido plug-in capaz de priorizar o uso do biocombustível, combinando eletrificação, eficiência energética e combustíveis renováveis.
Nesse cenário, a tecnologia DM-i (Dual Mode Intelligence) permite que, em trajetos urbanos, o veículo opere em modo totalmente elétrico, com autonomia de até 110 km em modelos como o Song Pro. Em viagens mais longas, o motor a combustão atua como gerador de alta eficiência ou trabalha em conjunto com o motor elétrico quando há maior demanda de potência.
O desenvolvimento do sistema levou cerca de 18 meses e envolveu 120 profissionais, além de fornecedores parceiros no Brasil. Para atender às características do etanol e da gasolina comercializados no país, a engenharia reforçou componentes internos, como pistões, e criou uma nova ECU responsável pela gestão da mistura e pelo desempenho do conjunto. Em um momento em que parte da indústria reduz investimentos em tecnologias flex, a BYD aposta na tropicalização como resposta às necessidades do mercado brasileiro.
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