Varanda Amado volta a agitar os domingos de Salvador com música e pôr do sol na Baía
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Foto: Laura Luduvig/Veja Saúde
O que antes era uma escolha quase automática, entre refrigerante, suco ou energético, hoje virou uma decisão carregada de intenção. A indústria de bebidas entrou em uma fase mais estratégica, no qual cada lata tenta dizer algo sobre estilo de vida, saúde e até identidade. Beber deixou de ser só hábito, mas um posicionamento.
Neste novo cenário, as bebidas funcionais assumem o protagonismo. Não basta refrescar: a proposta agora inclui proteína, fibras, foco mental e energia mais equilibrada. Segundo a McKinsey & Company, os refrigerantes proteicos aparecem entre as principais apostas para 2026, ao reposicionar a proteína como parte da rotina, não apenas do pós-treino. O movimento acompanha a expansão da economia do bem-estar, que, de acordo com o Global Wellness Institute, já movimenta trilhões e redefine padrões de consumo no mundo.
No Brasil, a virada ganha força. Dados da Mintel mostram que a maioria dos consumidores já orienta suas escolhas pela qualidade nutricional. O resultado aparece nas prateleiras: a Ambev testa versões com fibras e proteínas, enquanto marcas mais novas apostam em fórmulas leves, práticas e pensadas para diferentes momentos do dia.
Mas a mudança mais interessante talvez esteja no “como” e não só no “o quê”. A funcionalidade deixou de ser discurso de marketing e passou a exigir coerência. Para análises da WGSN, o setor entrou na era da funcionalidade sofisticada: menos exagero, mais precisão. Produtos combinam múltiplos benefícios, evitam picos bruscos de energia e incorporam ingredientes ligados à longevidade.
Ao mesmo tempo, cresce uma espécie de “consumo com lupa”. O público lê rótulos, questiona promessas e valoriza transparência. Isto pressiona marcas a simplificar fórmulas e explicar melhor o que entregam. A lógica se inverte: não é mais sobre convencer, mas sobre comprovar.
No fim, o que se vê é uma mudança de mentalidade, com a bebida deixa de ocupar apenas um espaço de pausa e passa a integrar a rotina como ferramenta. Hidrata, nutre, estimula, acompanha. Um gesto simples, agora com múltiplas camadas, e um mercado inteiro tentando acompanhar esse novo ritmo.
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