Balé Teatro Castro Alves apresenta “VERIVÉRBIO” em semana final de temporada
Foto: Reprodução / Funceb O Balé Teatro Castro Alves (BTCA) celebra 45 anos de trajetória com o espetáculo “VERIVÉRBIO”, em cartaz no Goethe-Institut S...
Fotos: Jefferson Peixoto / Secom PMS
O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) prorrogou o período de visitação da exposição ‘Òná Ìrin: Caminho de Ferro’, da artista visual Nádia Taquary. Em cartaz até o dia 10 de agosto, a mostra oferece ao público uma experiência imersiva que atravessa as encruzilhadas simbólicas e materiais da memória afro-brasileira nas Américas, conduzida por trilhos, espelhos, esculturas e símbolos da cultura ancestral.
Com curadoria de Marcelo Campos, Amanda Bonan e Ayrson Heráclito, a instalação propõe uma travessia sensível pelo legado das mulheres negras, destacando figuras como as guerreiras Geledés, as Yabás e as míticas Ìyàmi Aje — entidades que representam o poder feminino e sua influência nas estruturas sociais, culturais e espirituais. Logo na entrada, o público é convidado a escolher um caminho: à direita, encontra a sala Ego, com as Geledés e a instalação Abre-caminhos, adornada com balangandãs; à esquerda, adentra a sala das Yabás e a sala do Oríkì, dedicada a Ogum. As linhas férreas e os espelhos criam uma atmosfera de deslocamento contínuo, em que o corpo do visitante se integra ativamente à instalação.
A exposição também reverbera pela ambientação sonora criada por Tiganá Santana e interpretada por Virgínia Rodrigues, ampliando a imersão e a sensorialidade da experiência. Elementos como esculturas de mulheres aladas, sereias — como a representação de Iemanjá — e joias afro-brasileiras reforçam a conexão entre ancestralidade, resistência, poder e identidade feminina negra.
A poética da mostra é intensificada pelo trabalho de expografia assinado pela arquiteta Gisele de Paula e pela montagem da RCD Produção de Arte. A exposição é uma realização da AMAFRO (Sociedade Amigos da Cultura Afro-brasileira) em parceria com a Secult (Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador), concebida originalmente pelo MAR (Museu de Arte do Rio de Janeiro) e correalizada pela OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos). A prorrogação da mostra se dá via patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
A diretora artística do MUNCAB, Jamile Coelho, foi responsável pela seleção da exposição para o espaço baiano, dentro de uma programação que mescla projetos inéditos e itinerantes. Para ela, a mostra vai além do impacto visual. “É uma exposição que não apenas impacta o olhar, mas transforma a escuta, a percepção e o entendimento sobre o papel das mulheres negras na construção da sociedade. As pessoas saem daqui emocionadas, muitas vezes em silêncio, como quem passou por um rito de reconhecimento — de si e de outras”, afirma.
‘Òná Ìrin: Caminho de Ferro’ ocupa 355 m² no piso superior do MUNCAB, em um andar acima da também potente exposição Encruzilhadas da Arte Afro-brasileira, que reúne obras de 69 artistas negros(as/es) brasileiros, incluindo nomes como Arthur Timótheo da Costa, Rubem Valentim, Maria Auxiliadora, Mestre Didi e Lita Cerqueira. Juntas, as duas exposições transformam o museu em um espaço pulsante de resistência, criação, memória e potência negra.

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