Balé Teatro Castro Alves apresenta “VERIVÉRBIO” em semana final de temporada
Foto: Reprodução / Funceb O Balé Teatro Castro Alves (BTCA) celebra 45 anos de trajetória com o espetáculo “VERIVÉRBIO”, em cartaz no Goethe-Institut S...
Foto: Reprodução / TV Globo
E ela não morreu. O desfecho da nova versão de Vale Tudo trouxe tensão, ambiguidade moral e aguardadas revelações, revisitadas sob a batuta da autora Manuela Dias. Desde seus primeiros capítulos, a trama teceu com destreza o embate entre ética e corrupção, representados pelas trajetórias de Raquel Acioli (Taís Araújo) e Maria de Fátima Acioli (Bella Campos), e finalmente chega ao momento-chave que o público esperava: a resolução do mistério em torno da morte de Odete Roitman (Débora Bloch).
A vilã, cujo retorno foi amplamente anunciado, assume seu lugar de potência dramática na versão de 2025, mantendo a característica de símbolo da elite que despreza valores populares e manipula o sistema a seu favor. Entretanto, o remake optou por reinventar o desfecho original: o “quem matou Odete Roitman?” torna-se novamente a grande pergunta da narrativa, agora com nova guinada e marca registrada de suspense.
No último episódio, o enredo atinge seu ápice ao cruzar linhas éticas e pessoais: alianças se desfazem, fraudes de identidade vêm à tona, e Fátima coloca em risco não apenas sua própria ambição, mas também a vida de quem lhe era próximo. A grande revelação é entregue de forma mais diluída do que se esperava — o autor rival aparece por trás de uma sucessão de motivações: vingança, desejo de escapar da sombra da vilã e o próprio desejo de mudança. Não há um clímax explosivo no estilo aguardado originalmente, mas sim uma construção que privilegia o psicológico dos personagens e a reconstrução ética, mais do que o espetáculo.
A atuação de Débora Bloch merece destaque — ela imprime na Odete uma frieza elegante e certa vulnerabilidade dissimulada, transformando o personagem que era caricatura em figura mais complexa. E a reviravolta da personagem, viva, surpreendeu muitas pessoas que apostavam que a vilã realmente havia sucumbido ao tiro.
O último capítulo entregou o suspense esperado, ressignificou personagens icônicos e propôs uma leitura atualizada sobre poder, moral e troca de gerações. Pode não alcançar o estrondo do final original de 1988, mas apresenta uma versão que dialoga com o presente, e desafia o público a repensar se, de fato, “vale tudo”.
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