Eduardo Mariano celebra aniversário em Florença
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Especialistas em relacionamentos identificam padrões de comunicação que, quando repetidos ao longo do tempo, aumentam significativamente o risco de rompimento
Foto: Reprodução / Pixabay
Depois de décadas estudando casais, o psicólogo norte-americano John Gottman, reconhecido pela Psychotherapy Networker como um dos terapeutas mais influentes da atualidade, chegou a uma conclusão que mudou a forma de compreender os relacionamentos: desentendimentos fazem parte da vida a dois, mas o que realmente determina a saúde da relação é a maneira como esses conflitos são conduzidos. Ao lado da psicóloga Julie Gottman, especialista em casamento e família, ele desenvolveu um modelo que identifica quatro comportamentos associados ao desgaste progressivo da convivência.
Conhecidos como os "quatro cavaleiros do apocalipse", esses padrões de comunicação incluem críticas direcionadas à personalidade do parceiro, demonstrações de desprezo, postura defensiva e o desligamento emocional durante discussões. Segundo os especialistas, críticas são diferentes de reclamações: enquanto uma reclamação aborda um comportamento específico, a crítica ataca quem a pessoa é. O desprezo, manifestado por meio de ironias, sarcasmo, insultos ou gestos de desdém, aparece como um dos indicadores mais fortes de rompimento por transmitir sensação de superioridade e minar o respeito mútuo.
Outro comportamento frequente é a defensividade, caracterizada pela dificuldade em reconhecer a própria participação nos conflitos e pela tentativa constante de transferir responsabilidades. Para os Gottman, assumir ao menos parte da responsabilidade reduz a tensão e abre espaço para soluções conjuntas. Já o desligamento emocional — popularmente conhecido como "tratamento do silêncio" — ocorre quando um dos parceiros interrompe a comunicação por estar emocionalmente sobrecarregado, impedindo que o problema seja resolvido.
Como estratégia para interromper esse ciclo, os pesquisadores recomendam substituir acusações por pedidos claros e respeitosos, cultivar demonstrações frequentes de apreço e, quando necessário, fazer pausas conscientes durante discussões. A orientação é que esse intervalo dure pelo menos 20 minutos, tempo considerado suficiente para reduzir a ativação fisiológica causada pelo estresse, antes que a conversa seja retomada em um ambiente emocionalmente mais equilibrado.
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