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Terra “se põe” atrás da Lua e é registrada pela tripulação da Artemis II

Terra “se põe” atrás da Lua e é registrada pela tripulação da Artemis II
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

20/04/2026 5:10pm

Foto: Reprodução do vídeo extraído das Redes Sociais do comandante Reid Wiseman

A viagem histórica que levou astronautas novamente ao redor da Lua produziu uma imagem que já entrou para a memória da exploração espacial. Durante o sobrevoo do lado oculto do satélite natural, o comandante da missão Artemis II, Reid Wiseman, retirou o celular do bolso e filmou o momento em que a Terra desaparece lentamente atrás do horizonte lunar.

O registro foi feito a bordo da nave Orion durante a trajetória que levou a tripulação a mais de 400 mil quilômetros do planeta, no ponto mais distante já alcançado por humanos desde a era Apollo.

No vídeo, a Terra surge pequena e brilhante no céu escuro, antes de “afundar” gradualmente atrás da superfície lunar até sumir completamente. O fenômeno é conhecido como “Earthset”, o oposto do famoso “Earthrise”, capturado pela missão Apollo 8 em 1968.

Confira neste link o vídeo feito pelo comandante Reid Wiseman.

O momento tem também um forte significado simbólico. Quando a nave passa pelo lado oculto da Lua, a comunicação com a Terra é interrompida temporariamente, deixando a tripulação sem contato com o planeta por alguns minutos.

Segundo a NASA, essa etapa é uma das mais emocionantes e desafiadoras da missão, pois representa o instante em que os astronautas ficam completamente isolados da humanidade.

Em relatos divulgados após o retorno à Terra, os tripulantes descreveram a experiência como “indescritível” e “de outro mundo”, destacando o impacto de ver o planeta desaparecer do céu.

A Artemis II retornou em 10 de abril, encerrando o primeiro voo tripulado ao redor da Lua desde 1972. A missão testou sistemas essenciais da nave Orion e abriu caminho para a Artemis III, que pretende levar astronautas novamente à superfície lunar.

O vídeo gravado por Wiseman já é apontado como uma das imagens mais icônicas do novo programa lunar, um lembrete poderoso da fragilidade e da distância do planeta que continua sendo o único lar conhecido da humanidade.