Matthieu Blazy revisita icônica bolsa 2.55 na nova coleção da Chanel
Foto: Reprodução/Instagram @etiquetaunica Um dos maiores símbolos da história da Chanel voltou ao centro da passarela. A bolsa 2.55, criada por Gabrielle “Coco...
Foto: Instagram @Brasil
Quando a Seleção Brasileira embarca para uma Copa do Mundo, ela leva muito mais do que um elenco. Leva símbolos, imagem e uma forma de representar o país diante do mundo. Por isto, a escolha de Ricardo Almeida para assinar os uniformes de viagem da equipe pela terceira edição consecutiva do Mundial parece menos uma coincidência e mais uma afirmação de identidade.
O futebol mudou e com isto os jogadores deixaram de ocupar apenas o papel de atletas e passaram a influenciar comportamento, consumo e tendências. Hoje, a chegada de uma delegação ao aeroporto pode gerar quase tanta repercussão quanto uma coletiva de imprensa. A imagem ganhou protagonismo e o vestir passou a comunicar tanto quanto o discurso.
Neste cenário, poucos nomes dialogam tão bem com a ideia de sofisticação brasileira quanto Ricardo Almeida. Ao longo de décadas, o estilista construiu uma assinatura própria dentro da moda masculina, desenvolvendo uma alfaiataria que não tenta reproduzir modelos estrangeiros, mas traduz características muito particulares do Brasil: leveza, contemporaneidade e naturalidade.
A coleção criada para a Copa de 2026 segue exatamente esse caminho. Em vez dos códigos tradicionais de uma alfaiataria excessivamente formal, surgem peças mais fluidas, estruturas menos rígidas e uma proposta alinhada ao perfil de uma geração que enxerga a moda como extensão da própria personalidade.
Para além da estética, o país está em um momento em que busca valorizar talentos criativos nativos e fortalecer marcas nacionais em mercados cada vez mais competitivos, ver a Seleção vestindo uma grife brasileira de prestígio reforça uma narrativa de autenticidade. O Brasil entra em campo com sua cultura, música, futebol e também com sua moda.
Existe ainda um acerto importante na leitura do momento, o uniforme não tenta transformar os jogadores em executivos nem em modelos de passarela. O resultado é equilibrado.
Talvez seja justamente esta a maior qualidade do projeto. Enquanto muitas marcas buscam chamar atenção pelo impacto visual, Ricardo Almeida escolheu um caminho mais difícil: construir uma imagem que pareça natural.
No fim, a Seleção embarca para os Estados Unidos vestindo algo que combina perfeitamente com a sua essência brasileira. Uma alfaiataria contemporânea, produzida no Brasil e capaz de traduzir, com discrição e personalidade, a imagem de um país que continua sendo uma referência global quando o assunto é talento, criatividade e estilo.
Foto: Reprodução/Instagram @etiquetaunica Um dos maiores símbolos da história da Chanel voltou ao centro da passarela. A bolsa 2.55, criada por Gabrielle “Coco...
Foto: Divulgação O tênis apareceu na coleção de verão 2027 da Lacoste também pelos vestígios de uma partida: efeitos de suor, marcas de saibro e estampas que r...
Foto: Reprodução/Instagram @loulou.hrd Catherine Deneuve esteve entre os nomes que atraíram os olhares na chegada ao desfile da Mugler durante a Semana de Moda...