Queda no interesse pela leitura entre jovens acende alerta para escolas e famílias
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Foto: Antônio Cavalcante / Coperphoto / Sistema FIEB
Aos 16 anos, a estudante Alessandra Cardim, moradora da Pedra Furada, na região da Cidade Baixa, em Salvador, foi selecionada para participar do AFS Global STEM Academies 2026. Ela está entre os dez estudantes brasileiros escolhidos para o programa, que oferece bolsas integrais para jovens interessados nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
A iniciativa reúne estudantes de diferentes países e prevê uma formação dividida em duas etapas: 12 semanas de aprendizado virtual com uma universidade norte-americana e quatro semanas de imersão presencial em um dos países participantes. Alessandra fará a etapa internacional na China. Ao final do programa, os participantes recebem um certificado concedido pela AFS Intercultural Programs em parceria com a Universidade da Pensilvânia.
Aluna do 3º ano da Escola SESI Reitor Miguel Calmon, no bairro do Retiro, Alessandra passou por um processo seletivo que reuniu mais de sete mil candidatos no Brasil e estudantes de mais de 15 países. No total, 142 jovens foram escolhidos em todo o mundo.
Além das atividades escolares, a estudante participa de projetos extracurriculares ligados à ciência e às relações internacionais. Entre eles estão o Clube de Relações Internacionais, que promove simulações da Organização das Nações Unidas, e a equipe de robótica da escola, a Seven, que compete na modalidade STEM Racing.
A equipe disputa nesta semana a etapa nacional da competição em São Paulo, que reúne escuderias de diferentes estados em busca de vaga para a fase mundial.
Na área de pesquisa, Alessandra também desenvolve um projeto de iniciação científica voltado à análise da presença de metais pesados em peixes e mariscos da Baía de Todos-os-Santos, estudo inspirado na realidade da comunidade onde vive.
Filha de um profissional da área de segurança patrimonial e de uma recepcionista, a estudante conta que sempre contou com o incentivo da família para se dedicar aos estudos. A conquista da bolsa internacional representa, segundo ela, uma oportunidade de ampliar horizontes acadêmicos e conhecer novas realidades.
“Eu sempre tive vontade de conhecer o mundo. Entendi que o lugar de onde eu venho não precisa limitar aquilo que eu posso buscar”, afirma.
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