Apae de Salvador completa 58 anos com trajetória marcada por inclusão e autonomia
Foto: Divulgação/Apae de Salvador A Apae de Salvador completa 58 anos de atuação reunindo histórias que ajudam a dimensionar o trabalho desenvolvido com ...
Celebrado em 19 de setembro, o Dia do Educador Social chama atenção para profissionais que estimulam independência, convivência e participação social.
Foto: Divulgação / APAE de Salvador
Ações corriqueiras como abrir uma porta, buscar a própria água ou permanecer em uma atividade podem assumir outro significado quando fazem parte da construção da autonomia de uma pessoa com deficiência. Na APAE de Salvador, esse processo integra a rotina dos educadores sociais, profissionais lembrados neste sábado, 19 de setembro, data em que é celebrado o Dia do Educador Social. O trabalho envolve atividades ligadas à realidade de cada pessoa atendida, com estímulos à independência, à convivência e à participação social.
Educador Social de Artes da instituição, Juca Bahiense explica que as propostas partem de situações concretas e próximas dos participantes. “O educador social trabalha as atividades propostas abordando o cotidiano, a realidade e o contexto social, por meio de provocações e estímulos múltiplos. Partimos do que é concreto e próximo a eles com o intuito de fortalecer vínculos e fomentar o senso crítico”, afirma. Segundo ele, a autonomia precisa ser exercitada continuamente e o envolvimento das famílias é importante para que as habilidades trabalhadas na APAE também sejam incorporadas à rotina doméstica e à vida fora da instituição.
Entre as experiências acompanhadas pelo educador está a evolução de uma pessoa atendida que, inicialmente, permanecia poucos minutos em sala. Depois de ser inserida na oficina de Musicalização, passou gradualmente a participar das atividades e a se relacionar com o grupo. Dois anos depois, segundo Juca, tornou-se uma das últimas pessoas a deixar a oficina e conquistou independência em ações como abrir e fechar a porta e buscar a própria água. Embora não verbalize, também desenvolveu outras maneiras de expressar com clareza o que deseja comunicar.
As turmas heterogêneas exigem estratégias diferentes de abordagem, comunicação e mediação, além da construção de relações de confiança. Juca ressalta que os avanços são resultado de uma atuação coletiva, com troca entre profissionais e participação das famílias. A proposta é fazer com que aprendizados relacionados a responsabilidades domésticas, orientação nos espaços, cuidados pessoais, comportamento na rua e convivência possam avançar para além das atividades realizadas na APAE de Salvador.
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