A Federação Internacional de Automobilismo confirmou uma série de ajustes no regulamento da Fórmula 1 que passam a valer já a partir do GP de Miami, em 3 de maio. As alterações, discutidas com equipes, fornecedores de motores e pilotos, focam em quatro frentes: classificação, segurança e consistência nas corridas, procedimentos de largada e provas disputadas sob chuva. O objetivo é reduzir o excesso de gerenciamento de energia e permitir disputas mais naturais, sem comprometer o aumento recente no número de ultrapassagens.
Entre as principais mudanças está a redução da recarga máxima de energia nas voltas de classificação, que passa de 8 para 7 megajoules, permitindo que os pilotos acelerem com mais liberdade. Já a potência máxima do chamado “superclipping” sobe de 250 para 350 kW, o que deve diminuir o tempo de recarga das baterias. O uso do botão de boost passa a ter limite de 150 kW, medida pensada para evitar grandes diferenças de velocidade entre carros — fator que contribuiu para o acidente de Oliver Bearman durante o GP do Japão, em disputa com Franco Colapinto.
A entidade também anunciou um sistema capaz de detectar carros com aceleração anormalmente baixa nas largadas. Caso o problema seja identificado, o MGU-K será acionado automaticamente para garantir aceleração mínima e reduzir riscos de colisões, além da ativação de novas luzes de alerta nos carros. Em corridas com chuva, haverá redução no uso da recuperação de energia e aumento da temperatura dos cobertores dos pneus intermediários, buscando melhorar a aderência e a visibilidade.
As mudanças surgem após críticas de pilotos ao caráter “artificial” das disputas geradas pelo novo regulamento técnico, que ampliou o protagonismo da parte elétrica dos carros. Entre os mais críticos está Max Verstappen, que chegou a cogitar deixar a categoria após 2026. A atualização do regulamento pretende equilibrar desempenho, segurança e espetáculo na sequência da temporada.