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Proposta integra estudos para novo modelo de concessões e pode beneficiar principalmente trechos rodoviários de menor tráfego.
Carros e motos poderão deixar de pagar pedágio em algumas rodovias brasileiras de baixo fluxo, caso avance uma proposta em estudo pelo Governo Federal. A ideia é criar uma nova classificação tarifária para diferenciar veículos de passeio dos chamados caminhões leves.
Atualmente, diferentes tipos de veículos estão reunidos na categoria 1 das tarifas. Com a mudança em análise, carros e motos poderiam passar para uma categoria própria, com cobrança reduzida ou até tarifa zerada, a depender do modelo adotado e da existência de aporte financeiro.
A proposta, porém, ainda está em fase de estudos. Segundo apuração da CNN, a mudança não deve ser implementada em 2026.
Por que carros poderiam ter pedágio menor?
Um dos fatores considerados é o impacto provocado pelos diferentes veículos sobre a infraestrutura rodoviária.
Carros de passeio e motos causam menor desgaste ao pavimento quando comparados a veículos pesados de carga. A diferenciação poderia, portanto, ser incorporada ao cálculo das tarifas em determinadas concessões.
A discussão faz parte do desenvolvimento das chamadas “concessões inteligentes”, modelo pensado para viabilizar a gestão privada de rodovias que possuem tráfego mais baixo e, consequentemente, menor potencial de arrecadação com pedágios.
Nesse formato, está prevista a possibilidade de investimentos públicos iniciais antes da concessão dos trechos à iniciativa privada.
Nordeste está no radar
A discussão pode ter impacto especial no Nordeste, já que uma parcela significativa das rodovias avaliadas para o novo modelo de concessão está localizada na região.
A eventual gratuidade para carros e motos, entretanto, não significaria o fim generalizado dos pedágios para esses veículos. A medida seria analisada conforme as características e a estrutura financeira de cada concessão.
Por enquanto, não há definição sobre quais rodovias poderiam receber o benefício nem quando a nova modalidade entraria em funcionamento. A proposta depende da conclusão dos estudos e da definição do modelo para cada trecho.
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