Juarez Paraíso ganha mural monumental nas Sete Portas em homenagem aos seus 92 anos
Foto: Divulgação / Projeto MURAL A obra “Brasilidades”, do artista plástico baiano Juarez Paraíso, está sendo reproduzida em grandes proporções na fachada do E...
Celebração reúne manifestações católicas e referências de matriz africana em uma das tradições mais simbólicas do Recôncavo Baiano
Foto: Rita Barreto SETUR
Cachoeira, no Recôncavo Baiano, vive até segunda-feira (17) mais uma edição da Festa de Nossa Senhora da Boa Morte, celebração com mais de dois séculos de história e reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia desde 2010. Organizada pela Irmandade da Boa Morte, confraria afro-católica formada por mulheres negras, a programação reúne fé, ancestralidade, música e gastronomia em diferentes pontos do Centro Histórico.
Nesta sexta-feira (14), Dia de Nossa Senhora da Boa Morte, as irmãs participaram de cortejo até a Capela da Irmandade, onde foi realizada uma missa solene. O calendário começou na quarta-feira (12), com romaria e a reinauguração do Memorial da Irmandade, que passou a receber a exposição “Senhoras da Liberdade”, com fotografias de Pierre Verger e itens ligados à trajetória da confraria.
A programação ganha novos capítulos neste sábado (15), Dia de Nossa Senhora da Glória, com alvorada, cortejo, missa, a tradicional Valsa das Irmãs da Boa Morte, distribuição de feijoada e apresentações de samba de roda. Entre as atrações previstas estão Dona Dalva, o Grupo Afro Barroco Jejê Nagô, Ana Paula Albuquerque, em tributo aos Tincoãs, e Gerônimo Santana. No domingo (16), haverá distribuição de cozido e novas apresentações; na segunda-feira (17), o festejo termina com caruru e samba de roda.
A história da Irmandade remonta ao século XIX e está ligada à resistência da população negra na Bahia. Registros situam a manifestação entre 1810 e 1840, inicialmente em Salvador e, posteriormente, em Cachoeira. Ao longo de sua trajetória, as irmãs desenvolveram ações sociais, arrecadaram recursos para a compra de alforrias de pessoas escravizadas e mantiveram práticas religiosas que aproximam a devoção católica de tradições africanas
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