Minha vida com Epilepsia: minha jornada entre o jornalismo e o Ativismo
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A Bahia é um dos destinos turísticos mais desejados do Brasil. Com praias paradisíacas, patrimônio histórico, festas populares e uma culinária de encher os olhos e a alma, o estado atrai milhões de visitantes todos os anos. Mas para quem tem mobilidade reduzida, é cadeirante ou vive com qualquer tipo de deficiência, esse paraíso turístico pode rapidamente se transformar em um roteiro de obstáculos e frustrações.
Na capital, Salvador, a falta de acessibilidade ainda é visível em cartões-postais como o Pelourinho, onde os paralelepípedos irregulares, calçadas estreitas e escadarias tornam inviável a circulação segura de cadeirantes. O mesmo acontece na Praia do Porto da Barra, que, embora conte com estrutura básica de acessibilidade, como cadeiras anfíbias oferecidas em determinados horários, ainda carece de rampas contínuas e piso tátil adequado em seu entorno. Fora da capital, em locais como Morro de São Paulo e Chapada Diamantina, o desafio é ainda maior: acesso apenas por trilhas, ladeiras íngremes ou transporte marítimo sem estrutura mínima para passageiros com deficiência.
Enquanto isso, poucos bons exemplos se destacam. O Elevador Lacerda passou por adaptações e já conta com acessibilidade para cadeirantes, assim como o Museu de Arte Moderna (MAM), que possui rampas e banheiros adaptados. Mas são exceções em meio a um cenário onde a maioria dos espaços culturais, turísticos e históricos ignora esse público.
Muito se fala em tornar a Bahia um destino internacional competitivo. Mas não há competitividade possível se seguimos ignorando uma parcela significativa da população e dos visitantes. O turismo acessível não é uma pauta secundária, é um investimento social, econômico e humano. Pessoas com deficiência viajam, consomem, ocupam espaços e têm o mesmo direito de vivenciar o encantamento de uma viagem sem depender da boa vontade alheia.
Faltam dados, planejamento e, acima de tudo, vontade política para fazer a inclusão sair do discurso e chegar às ruas, aos hotéis, aos eventos e às praias. A Bahia precisa entender que inclusão não se resume a um símbolo de cadeira de rodas na parede. É acolhimento, autonomia e liberdade. E, enquanto não houver esse entendimento coletivo, seguiremos perdendo o que temos de mais valioso: a oportunidade de sermos, de fato, um lugar para todos.
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