Minha vida com Epilepsia: minha jornada entre o jornalismo e o Ativismo
Foto: Acervo Pessoal Impossível é uma palavra que não existe no meu vocabulário. Essa frase se tornou um mantra em minha vida. E passou a fazer mais sentido pr...
João Costa é jornalista, Editor-chefe da AN CONNECT, exerce as funções de assessor de imprensa e relações Públicas, é membro da API (Associação Paulista de Imprensa), da ABIME (Associação Brasileira de Imprensa de Mídia Eletrônica) e da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas)
Foto: Acervo Pessoal
Recentemente, fui convidado para dar uma palestra sobre networking. Por motivos de força maior, não pude estar presente — mas aproveito para deixar aqui uma síntese do que penso sobre o tema.
Para mim, não existe networking sem verdade. Não há valor em conexões sem transparência, civilidade, empatia e, acima de tudo, sem uma disposição sincera de ser para o outro aquilo que gostaríamos que fossem para nós.
O que vejo hoje são encontros travestidos de networking, mas que mais se assemelham a eventos sociais regados a comes, bebes e conversas soltas. Nada contra a leveza e o prazer desses momentos — contanto que eles sejam o ponto de partida para algo mais sólido, mais humano, mais constante. O problema é que, no dia seguinte, muitos nem se lembram do nome da pessoa com quem trocaram cartões. E tudo termina ali, no efêmero.
O filósofo polonês, Zygmunt Bauman, já previa isso quando falava das relações líquidas. Vivemos, sim, tempos em que as pessoas são vistas como descartáveis. Hoje você tem valor. Amanhã, simplesmente não existe mais.
Então, me pergunto: qual o propósito desses encontros se eles não constroem nada além de aparências? De que vale a troca de contatos, se não há continuidade, interesse verdadeiro, ou o mínimo de escuta?
Pensar sobre isso nos leva a olhar para as pessoas — e para nós mesmos — com mais profundidade. Antes de discursar sobre conexão, é necessário visitar o próprio âmago. Sentir se há coerência entre o que se fala e o que se faz. Porque o que mais vejo, hoje, são falas vazias, gestos performáticos e intenções que evaporam na primeira oportunidade.
Que possamos, ao menos, tentar resgatar o sentido verdadeiro de se conectar: estar presente, construir laços, cultivar vínculos. Porque networking, no fim, deveria ser sobre humanidade. E não sobre utilidade.
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