Minha vida com Epilepsia: minha jornada entre o jornalismo e o Ativismo
Foto: Acervo Pessoal Impossível é uma palavra que não existe no meu vocabulário. Essa frase se tornou um mantra em minha vida. E passou a fazer mais sentido pr...
Foto: Acervo Pessoal
Todo mundo diz que está medindo impacto.
Poucos sabem o que, como e se estão mesmo medindo.
Bem-vindo a 2026.
O ano em que o marketing ficou mais inteligente… e a mensuração, mais confusa.
Nunca houve tantos dados, dashboards, modelos e siglas sofisticadas. MMM, incrementality, attribution, GEO, IA generativa, dados sintéticos. A promessa é clara: tudo será mensurável. A realidade é mais irônica: quanto mais tecnologia, menos consenso sobre o que é resultado real.
As jornadas se fragmentaram.
O consumidor vê, ignora, lembra, esquece, pesquisa com IA, compra offline e recomenda em um grupo fechado. Tente colocar isso em um funil linear. Boa sorte.
As plataformas juram que entregam impacto.
Os institutos garantem que explicam comportamento.
As marcas querem ROI ontem.
E, no meio disso, nasce o grande dilema de 2026: atribuir ou inferir?
A privacidade apertou o cerco. Cookies sumiram. Rastros evaporaram. O dado virou artigo de luxo. A indústria respondeu com modelos estatísticos mais elegantes — e menos intuitivos. Agora não se mede mais o indivíduo. Mede-se o efeito provável. É ciência, mas exige fé.
A inteligência artificial entrou como salvadora. Analisa sentimentos, prevê intenção, cruza sinais fracos e gera insights em segundos. O problema? Ela responde rápido demais. E ninguém gosta de admitir que não entende completamente como chegou àquela conclusão brilhante.
Branding virou o território mais disputado — e o menos mensurável. Likes não explicam valor de marca. Alcance não garante memória. Awareness não paga boleto. Mesmo assim, seguimos usando métricas de vaidade, só que agora com gráficos mais bonitos.
A grande tendência de 2026 não é uma nova ferramenta.
É uma mudança de postura.
Pesquisa deixa de ser relatório. Vira sistema nervoso.
Sai do “o que aconteceu?” e entra no “o que pode acontecer?”.
Menos respostas definitivas. Mais cenários, probabilidades e perguntas incômodas.
O instituto que sobreviverá não será o que promete certezas absolutas, mas o que traduz complexidade sem anestesiar a verdade. E a verdade é simples, embora desconfortável: mensurar impacto nunca foi tão estratégico — nem tão imperfeito.
No fim, talvez a pergunta não seja se estamos medindo certo.
Mas se estamos prontos para decidir mesmo quando a resposta não vem redonda.
Porque no futuro da inteligência de mercado, quem não sabe conviver com a dúvida… ainda está realmente preparado para chamar isso de inteligência?
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